domingo, 26 de julho de 2009

Um filme

Estava eu a futricar em uns blogs por aí, quando de repente resolvi dar uma olhada no meu querido blog que há muito tempo abandonei às moscas e aos escassos curiosos que vez por outra metem o pé por aqui para entramelar um pouco a mente com as firulisses que escrevo. Inspirado pelo marasmo da mesmice e por minha digníssima Mara, que há pouco tempo deu um "upgrade" eu seu blog, além de presentear os intrépidos e entediados internautas com um blog muito simpático e recomendadíssimo para os Tevólatras e Propagandólatras de plantão, resolvi dar também uma recauchutada no visual de minha humilde página pessoal de firulisses da world wide web.

Dando uma olhada nas primeiras postagens (lááá embaixo, pode ver), reli uns poeminhas que escrevi, uma espécie de ode aos meus vícios e às minhas paixões voluptuosas e doentias que outrora me assolavam violentamente, e que nunca me abandonam completamente. Fiéis amigas. Não. Vagabundas. É! Não gosto de vocês. Incitam-me à coprolalia e aos maus hábitos. Vagabundaaaass!! Enfim. Nessa época, eu ainda escutava muito Cradle of Filth, aquela banda de metal negro melódico extremo vampiresco burn in hell na voz de Mr. Daniel Donald Duck. É uma parada grudenta, mas legal. Tem umas letras bem boas. Se você é um daqueles metaleiros tr00 ortodoxos que só curte Thrash Metal oitentista e se masturba vendo a calcinha da Luluzinha e da Mônica de fora nos gibis e nunca ouviu falar de Lord Byron ou de Augusto dos Anjos, não sabe o que está perdendo.

Pois bem, reler aqueles versos que escrevi, depois de muito tempo, fez-me lembrar de um filme que minha donzela catou lá pela UECE há poucos meses e me mostrou, chamado Estamira. Pois é, o C.A. de Filosofia da UECE, junto com algum (ou alguns, não sei) professor(es), desenvolveu uma espécie de videoteca com filmes que abrem espaço para uma abordagem filosófica de algum, ou até de vários temas. É tudo piratão, mas tem coisa boa por lá. O documentário, que por sinal tem uma trilha sonora muito boa, é sobre uma senhora, chamada Estamira (!), que cata lixo em um aterro do Rio de Janeiro, que tem problemas mentais e aparentemente não fala nada com nada. Confesso que quando vi o filme pela primeira vez, pensei "Que porra de velha doida e chata!", cochilei algumas vezes e muitas outras deixei de entender o que ela queria dizer por pura preguiça de dar-lhe ouvidos. A verdade é que a véa é doida mesmo. Herdou uma certa tendência da mãe, que já era meio desequilibrada, sofreu nas mãos de um marido cretino, enfim, vida fudida é a minha que tenho tudo de bom. Mas com o desenrolar do filme, a loucura se mistura com a lucidez, as palavras que parecem totalmente desprovidas de nexo lógico começam a cativar com pequenas e sutis verdades. Confesso que demorei vários dias para assistir o filme todo, e que definitivamente não é um dos melhores filmes que já vi na minha vida, mas é especial pela forma bruta e ao mesmo tempo poética com que expõe as convicções de uma pessoa que, depois de tudo, ainda tem o "Controle Remoto" para desmascarar o "Trocadilo" e o "esperto ao contrário. "Invisível!"

Vale a pena assistir. Quem tiver contato comigo e quiser, tenho uma cópia em DVD.

4 comentários:

Anônimo disse...

adorei o novo look.
qualquer dia, eu tomo uma inspiração dessas e faço minha própria recauchutada no blog. aquela conversa, né: "um dia, e tal..."
enfim.
eu também de vez em quando gosto de reler uns posts meus; ver pra aonde é que eu estou indo agora, tentar me situar no caminho.

já tô começando a achar que é preguiça minha. voltar a estabelecer metas.

não suma. e eu quero o filme. sério.

see you.

Anônimo disse...

Gostei do blog tbm, sobretudo do subtítulo escolhido.

E o filme me interessou tbm, passa pra Sam q eu tenho fé q pego com ela, daí vai virar uma corrente, não muito grande, mas ainda assim uma corrente de pessoas com as quais vc vai poder compartilhar um filme, no mínimo estranhamente atraente, pelo que vc descreveu.


*S

Thâmara Cristina disse...

oIII, Tô ajeitando meu blog coitado,abandonado!!!

tá show esse blog, e massa mencionar a videoteca do c.a!!

Thâmara Cristina disse...

Poxa, pensei que tu soubesse que eu gostava de tool!Nunca te disse?A gente tinha que conversar muito ainda...