quinta-feira, 24 de julho de 2008

Lost in Translation

22/07


-Alô?
-Oi, oi. Acho que estou aqui em frente à sua casa. Eu acho.
-Ok, estou indo aí.

Pouco depois:
-Olá. Por que não tocou a campainha?
-Sei lá. Fiquei com medo de ter memorizado o número errado. Então, pensei que seria melhor passar vexame na frente de alguém que eu conheço e evitar que uma senhora de meia-idade atendesse o portão pensando que vai ser assaltada ou que vão lhe oferecer alguma porcaria na qual com certeza ela não está interessada, ou ainda pedir-lhe algo para comer ou talvez ofercer-lhe conforto na palavra de Cristo, além de ter gasto a energia da casa dela e atrapalhado a porra da novela, é claro. Isto é, se eu errasse a casa. Mas foi fácil.

Na verdade, tudo se resume a um tipo de comunicação semi-automática e funcional:
"Só para me certificar de não tocar na casa errada. Foi fácil."

4 comentários:

Anônimo disse...

-sorriso-

É sim, tudo se resume a esse tipo de comunicação semi-automática.

Foi fácil... he.


*S

Pam disse...

qdo a gente fala td q pensa em uma linha cronologica ou nao ficam pensando q a gente eh doido... o.O

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

por isso que se comunicar é bonito, cara
porque, mais do que falar o que a outra pessoa supostamente consideraria necessário, temos esse impulso de manifestar essa corrente de simbolismos que se passa pela nossa cabeça e nos confere traços tão encantadores, essa lógica sarcástica, essa sagacidade que intriga, chama a atenção, admita!

(uhn?)