22/07
-Alô?
-Oi, oi. Acho que estou aqui em frente à sua casa. Eu acho.
-Ok, estou indo aí.
Pouco depois:
-Olá. Por que não tocou a campainha?
-Sei lá. Fiquei com medo de ter memorizado o número errado. Então, pensei que seria melhor passar vexame na frente de alguém que eu conheço e evitar que uma senhora de meia-idade atendesse o portão pensando que vai ser assaltada ou que vão lhe oferecer alguma porcaria na qual com certeza ela não está interessada, ou ainda pedir-lhe algo para comer ou talvez ofercer-lhe conforto na palavra de Cristo, além de ter gasto a energia da casa dela e atrapalhado a porra da novela, é claro. Isto é, se eu errasse a casa. Mas foi fácil.
Na verdade, tudo se resume a um tipo de comunicação semi-automática e funcional:
"Só para me certificar de não tocar na casa errada. Foi fácil."
4 comentários:
-sorriso-
É sim, tudo se resume a esse tipo de comunicação semi-automática.
Foi fácil... he.
*S
qdo a gente fala td q pensa em uma linha cronologica ou nao ficam pensando q a gente eh doido... o.O
por isso que se comunicar é bonito, cara
porque, mais do que falar o que a outra pessoa supostamente consideraria necessário, temos esse impulso de manifestar essa corrente de simbolismos que se passa pela nossa cabeça e nos confere traços tão encantadores, essa lógica sarcástica, essa sagacidade que intriga, chama a atenção, admita!
(uhn?)
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