Dia desses eu estava indo caminhar, e passei por um posto de gasolina que sempre passo. Vi um Corcel todo surrado, sem o parabrisa de trás, sem calota, sem a boniteza da luz do dia e tudo mais, terminando de ser abastecido. Um homem, que não tinha uma das pernas, pagou ao frentista, falou umas coisas e entrou no carro, no banco do motorista, apoiando-se em sua muleta, enquanto outro homem se prontificava a empurrar o carro, talvez ajudado pelo frentista. Passei, e fiquei pensando... não, não pensei muita coisa. O cara dirige só com uma perna. Vou pensar o quê? Eu nem saio do carro para abastecer. Nem olho para o frentista.
Perdi minha preguiça de caminhar e segui meus quilômetros saudáveis.
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